Gestão de conflitos: um desafio para a comissão de formatura

O conflito é algo iminente do ser humano desde os primórdios dos tempos onde na maioria das vezes os mesmos eram resolvidos no campo de batalha. Hoje estamos no século XI, na era da tecnologia e da diversidade sociocultural e apesar de todos os avanços da humanidade, ainda assim, entramos em um campo de batalha se não soubermos resolver nossas situações conflituosas.

Toda comissão de formatura me diz a mesma coisa: “Você não conhece a minha turma, eles são muuuuuito difíceis! ” Bom, o fato é que onde há pessoas há conflito. O que você como membro da comissão de formatura deve fazer é gerenciar conflitos. Como assim? Fica comigo que te explico.

Em Administração, temos uma área específica para o estudo disso, que é a Gestão de Conflitos. Nela podemos aprender que conflito nem sempre é ruim, ou seja, o conflito pode ser funcional ou disfuncional. Então você se pegunta, “como assim conflito funcional?”

Pois é, podemos dizer que organizações sem conflito são organizações que tendem ao fracasso pois as pessoas que trabalham nela sempre concordam com tudo que é proposto; inibindo assim a criatividade, a eficiência e a produtividade. Por outro lado, organizações em que tudo que é proposto sofre grande resistência das pessoas que trabalham nela também nunca terão sucesso. O sucesso está na sua capacidade como gestor de conflitos, de lidar com cada situação.

Imagine que você está propondo a sala que a turma faça uma festa com o intuito de arrecadar dinheiro extra para o baile de formatura. Sempre terão aquelas pessoas que irão colocar vários defeitos na sua ideia e grande maioria provavelmente ficará estática. Você como membro da comissão e – agora – entendedor da gestão de conflitos, irá propiciar uma discussão saudável com a turma sobre como deveria ser essa festa. Pergunte aos colegas – principalmente aos que colocaram defeito na ideia – do que poderia ser feito diferente para melhorar a festa ou até mesmo propor uma solução diferente para arrecadar dinheiro. Desta forma, você estará criando um conflito funcional na sua turma, pois a partir daí seus colegas começarão a dar várias ideias de como poderia ser feito melhor, novos formatos, o que deve ter na festa, enfim, você teria acabado de criar um brainstorming. Claro, com toda essa tempestade de ideias, você como membro da comissão deve conduzir todas essas ideias de tal forma que ao final, tenham sido filtradas as ideias “não tão boas” e tenham sobrado apenas as “excelentes”.

Este foi só um exemplo de como a gestão de conflitos pode ajudar sua comissão a resolver muitas “dores de cabeça” com a turma. Caso tenha interesse em conhecer um pouco mais sobre o assunto, acesse o link http://www.administradores.com.br/producao-academica/o-papel-do-lider-na-gestao-de-conflitos/6247/ e leia meu artigo “O papel do líder na gestão de conflitos”. Até mais!

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Administrador por formação, é Gestor de Projetos e Marketing no Grupo ELO e CEO da Criativit. Apreciador de um bom rock, também é músico nas horas vagas.

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